Já citei aqui antes que ‘’in the air tonight’’ resume minha relação com uma certa pessoa. Cada fragmento daquela musica me remete a ele. Ou melhor, a nós. Posso citar todas as musicas que colaboraram para que eu escrevesse Aconteceu no Outono (SAP: uma de minhas historias chatonildas), mas como sempre, sobrou para os compassos de Phil Collins a parte mais crucial. E also minha parte favorita.
No sábado relembrei cada razão de ter escrito aquelas 437 paginas. A gente nunca espera pelas surpresas malignas do destino, e eu fui literalmente pega desarmada, completamente indefesa, pela exata mesma pessoa a qual me inspirou escrever cada sílaba dessa historia. Nossa historia.
Ele chorou, eu chorei, todo mundo chorou, finalmente depois de muitos meses de espera pude falar tudo o que estava engasgado na minha garganta, e tirei a jubarte que se alojou sobre meus ombros. Tudo que eu queria verdadeiramente era que tudo se resolvesse para o bem. O meu, de preferência. E o meu bem consistia em uma exigência simples, a qual por mais que meu lado emocional se negasse a aceitar, o racional lutava pra conseguir: em prol de nossos pobres corações ciumentos, chateados, inconformados, e do meu eternamente apaixonado, a nossa historia se resumiria a partir de agora só naquelas 437 paginas, e que a partir do momento que virássemos as costas, não haveria volta.
Isso me mata. Só o pensamento já me faz soluçar. Mas, como sempre, precisei deixá-lo ir, se não eu idiotaria por ele até meus 35 anos. A única pessoa que em 17 segundos consegue partir meu coração de 828 maneiras diferentes. Uma pessoa que consegue ser irmão, melhor amigo, filho, ladrão da minha paz, e só a pessoa por quem eu mais me perdi. E sem ele, também me perco.
Uma década disso, tá de bom tamanho.
Um dia eu me curo, boto fé no meu potencial. Hahaha, a verdade é que (e eu até citei isso via twitter) tirando a parte realmente errada em fazer (e querer fazer) isso, (digo, no meu caso), ficar com o possível amor de nossas vidas é fáaaaaaaaaaaacil.
Depois do ultimo gay abraço, do ultimo gay ‘’eu te amo porra’’, das minhas felizes ultimas lágrimas que graças a deus consegui me controlar em não soltar, e ele foi embora com os pés sujos de terra pra encontrar com o bode expiratório do nosso grande problema, eu liguei o ipod no aleatório, e adivinha quem veio me dar um hello? Mi casa ES su casa, Phil
''Take a Look At Me Now
How can I just let you walk away, just let you leave without a trace
When I stand here taking every breath with you, ooh
You're the only one who really knew me at all
How can you just walk away from me,
when all I can do is watch you leave
'Cause we've shared the laughter and the pain and even shared the tears
You're the only one who really knew me at all
So take a look at me now, who has just an empty space
And there's nothing left here to remind me,
just the memory of your face
Well take a look at me now, who has just an empty space
And you coming back to me is against the odds and that's what I've got to face
I wish I could just make you turn around,
turn around to see me cry
There's so much I need to say to you,
so many reasons why
You're the only one who really knew me at all
So take a look at me now, who has just an empty space
And there's nothing left here to remind me, just the memory of your face
Now take a look at me now, 'cause there's just an empty space
But to wait for you, is all I can do and that's what I've gotta face
Take a good look at me now, 'cause I'll still be standing here
And you coming back to me is against all odds
It's the chance I've gotta take''
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