terça-feira, 25 de maio de 2010

Me voy bien, gracias

Fiquei horas digitando um post pra essa semana, e quando acabei, mudei de idéia completamente sobre posta-lo. Decidi criar esse aqui e adiar o outro, afinal ainda não está na hora de mudar de assunto, pelo menos não pra mim: acho que só vou deixar de vez pra lá quando cansar de vez. E acredite querida, não estou longe.
O fato é que ontem, plena segundona de sol e frio, cheguei a algumas conclusões que preferia ter deixado quieto lá no fundo de meu subconsciente obscuro. Hoje vim falar de semelhanças, uma coisa que me desagrada tanto quando matte com limão e Banda Calypso.
No dicionário, semelhança está descrita simplesmente como ‘’qualidade de semelhante; parecença’’. Mas na minha grande sabedoria, eu vejo semelhanças como o componente principal para DESASTRE.
Veja bem, já dizia o zodíaco que pessoas de mesmo signo ou se dão muito bem ou querem se matar. Matar ou morrer, tão ridiculamente compreensível como atirei-o-pau-no-gato. Porém, se expandirmos nossos horizontes conseguiremos compreender a minha (!) pobre situação. Ou não.
Toda semana eu venho aqui, decupo toda a minha frustração por ter perdido (ou nunca ter realmente tido) a chance da minha vida com o garoto da minha vida que agora resolveu virar tapete persa pra uma imbecil de quinta pisar sem dó nem piedade (HAHAHAHHAHA, EU FINGINDO QUE TENHO PENA DELE). O engraçado nessa historia – porque é sempre bom olhar o lado positivo, pessoal- é que ele deve vir aqui toda semana e passar mal de rir as minhas custas. ha ha ha


Mas antes dessa segunda feira de calor e frio, eu nunca tinha DE FATO entendido porque diabos, demônios e satanás do mundo, PORQUE, de 180 milhões de habitantes, eu gostava logo DELE. Mais frustrante que toda a minha comum e rotineira frustração é que ao deitar minha cabeça ontem no meu travesseirinho fofo, é que a resposta para o problema da minha vida, veio.
Para meu mundo de dúvidas, essa era a mais freqüente. Parecia complexa demais, por isso empurrei com a barriga por tanto tempo.
Essa resposta tão infinitamente quântica dura aproximadamente 1 segundo e meio de nosso pensamento lógico até absorvê-la, 3 palavras, 5 sílabas, 13 letras e irrita: Ele me entendeu.
Por cada segundo de quando tudo era bom ele me acolheu, riu, concordou, fez com que eu me sentisse menos sozinha, e de todas as milhões de justificativas que eu pareço ter para puramente odiar amar cada célula escrota dele (e todas sabemos que é porque agora ele caga pra mim, dããããw), encontrei a única boa contradição que foi o suficiente pra matar a minha pobre tese: companheirismo. E quando isso acabou, quando ele já não se importava mais em gostar de mim do jeito que eu sou, a historia parou de soar bonita e de novo, a incompreensão voltou. OHH, o mundo novamente não parecia me entender. Mas a verdade era que eu gostava demais que ele me entendesse e defecava pro que o resto pensava. Afastou-se. Afastei-me. Logo a pessoa que eu mais queria motivos para estar perto.

Ah! E não pense que isso foi um empecilho que fosse me fazer desistir de trazer ele pra perto novamente. Nananananão. Eu tentei tudo! Skype, telefone, MSN, força do pensamento, atabaque, encontros em padarias, festas, ruas desertas e até pra outro país eu resolvi ir a fim de aproveitar os segundos que me foram concedidos. Tanta capachice que até me enjoa (nessa hora eu fingo que estou contando a historia de alguém que eu conheço, e não a minha própria, heheh). Magoei demais a pessoa que mais merecia o meu valor por esse capricho que a ‘’outra’’ já me tirou faz tempo: só e simplesmente provar que eu conseguia estar na frente dela.

MAS ONTEM, segunda avulsa na vida, depois de escutar sobre ‘’tartarugas paraguaias daquele time de mierda’’ (ok. Agora ele fatalmente vai saber que é pra ele) depois da meia noite (e minha paciência já tinha ido dar uma volta de lancha em júpiter) e quase começar a chorar que nem um bezerro porque eu realmente doloridamente não agüentava mais de saudade dele e não queria sentir isso (!!!!), depois disso tudo, escutei ele dizer uma única frase, a única aparentemente capaz de afundar tudo o que eu sentia por ele (que era tão real quanto o fato do Adriano cheirar cocaína). Quem escutou nosso papo racional de fora, não entendeu chongas, mas estalou na minha cabeça na hora, meu bem.
Ele teve a audácia de duvidar da resposta lúcida que eu dei a ele.
Senta lá, querido.

Ele parou de me conhecer de verdade (He, porque antes ele fingia e eu acreditava). Quando eu saí de perto, com a sensação mais libertadora da década, tive a certeza absoluta de que nunca mais viria a esse blog procurar um porque que eu não fui ‘’boa o suficiente’’ pra ele, quando na verdade o padrão que ele exige é tão decadente que eu realmente sempre me acharia inferior, sem entender.
Também nunca, nunca mais virei aqui falar dele.
Tem certas coisas que não merecem nem minha meia dúzia de embolação aqui.
Desculpe quem gostava desse assunto, mas lavei minha alma meus amores, agora eu só falo de coisa prafrentex!
OVERRRRRR, adiós muchachas.

4 comentários:

  1. uiiii,que medo!!decisões tomadas no escuro do pensamento tem uma forte tendência a naufragarem... amei sua certeza tão exata...
    amo esse seu jeitinho viciante de escrever,voce com certeza e todas dentro de ti tem um enorme talento sou sua fã pra sempree!!!

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  2. Queria ter a tua certeza no que diz respeito a "moving on..."

    De qualquer forma, boa sorte. Ninguém merece essas paixões complexas não-reciprocas.

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  3. acabei de comentar no post anterior, mas ah, esse tbm merece um comentário porque ta tão bem escrito quanto o outro, não vou falar demais pra não ser tão repetitiva e boring he, viva, amei esse novo pensamento de seguir em frente, deixar as coisas pra trás (digo: completamente) fazem com que novas aconteçam, e talvez ate as velhas, mas renovadas, e quem sabe da maneira que a gente queria, mais uma vez boa sorte amine
    beijos!

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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